quinta-feira, 28 de março de 2013
As 15 GRANDES diferenças que eu aprendi na vida:
Outro dia eu postei que memória era diferente de rancor. Depois fiquei pensando e descobri tantas coisas que as pessoas julgam serem as mesmas, mas que possuem grandes diferenças. Os atos dos seres humanos não expressam as mesmas coisas sempre. Somos seres diferentes e únicos biológica e antropologicamente e, apesar de haver um certo padrão em atitudes e intenções, não são regras e, muito menos, verdades científicas. Até porque, a própria verdade tem infinitas facetas. Vamos pra minha lista:
1)Memória não é rancor. Memória é conhecer a sua história o suficiente pra tentar não errar de novo. Rancor é uma memória com um sentimento ruim alimentado constantemente.
2)Carinho, educação e respeito não são amor. Todos confundem. Principalmente quando se está apaixonado ou acredita que estão por você.
3)Post de status não é indireta. Essa nem precisa de explicação. Pode ser um milhão de coisas: marketing, carência, desabafo, entre tantas outras.
4)Simpatia não é mole. É a mesma confusão do número 2, com aquela pitada de machismo. De homem E mulher.
5)Vontade não é objetivo. Querer algo, não necessariamente nos move adiante. Principalmente quando temos boa memória. Sabemos que não é bom, nem adequado e, por isso, não buscamos alcançar.
6)Crescimento não é amadurecimento. Essa é mole. A gente cresce, envelhece até morrer. Infelizmente, amadurecimento é algo que pode não acontecer. Vou explicar melhor no último item.
7)Palavras não são atitudes. Aquela mania de falar algo e fazer outro. Credibilidade zero.
8)Lembrança não é saudade. Uma pertence à mente e a outra ao coração.
9)Maioria não é 100%. Não é por que muita gente faz/sente/vive parecido que TODO MUNDO faz/sente/vive assim. Se fosse desse jeito, as ciências humanas seriam exatas e seria muito fácil da gente se entender. Bastavam fórmulas matemáticas.
10)Padrão não é regra. Igualzinho aí em cima.
11)Amigos não são pra sempre. A gente bem que quer, mas as pessoas mudam e os interesses também. Infelizmente, isso não deveria ser o suficiente pra acabar com amizades de longas datas e belas histórias. Acontece que nem todo mundo tem o mesmo conceito sobre tudo. Amizade pra mim é tico. Pra você é taco. Lembra do item 9?
12)Mulheres não são loucas. Generalização é algo tão infantil. Mulheres são diferentes dos homens e, por isso, ALGUNS não conseguem lidar com elas.
13)Homens não são canalhas. Mesma infantilidade. Homens são diferentes das mulheres e, por isso, ALGUMAS não conseguem lidar com eles.
14)Impulsividade não é objetividade. O primeiro vem separado do pensamento e da consequência. O segundo de mãos dadas. Sempre confundo pessoas impulsivas com objetivas.
15)Erro não é aprendizado. Errar deveria gerar amadurecimento, aprendizagem. As pessoas dotadas de boa memória sabem bem disso pois quando vão errar de novo, já sabem. O problema é quando a impulsividade toma conta.
Tentemos lembrar. ;)
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Saudade Dói

"Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."
Miguel Falabella
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